Não podia deixar de prestar minha
homenagem a Dom Marcos Barboza, neste ano do seu primeiro centenário de
nascimento.
A primeira obra que conheci de Dom Marcos
foi o Auto “Foi posta a mesa”, escrito para o encerramento do congresso
eucarístico internacional do Rio de Janeiro neste mesmo ano.
A professora de português do ginásio de
Jardinópolis, era a professora Zaíra Rocha, então solteira, que apresentou este
auto com seus alunos de ginásio, na porta da matriz daquela cidade. 60 anos se
passaram e ainda me lembro, quer de Dona Zaíra, de quem tornei-me amigo, quer
deste auto, que me levou alias, na década de 60, modestamente a escrever alguns
autos dos quais nem me lembro de alguns nomes: Auto do Vaticano II; auto do
Natal; auto sobre a vocação...
No ultimo auto que eu escrevi, foi “ auto
das sete igrejas”, apresentado na Cava do Bosque em 1983.
DOM Marcos Barbosa, OSB, nascido Lauro de
Araújo Barbosa (Cristina, MG, 12 de setembro de 1915 – Rio de Janeiro, RJ, 5 de
março de 1997) foi um monge beneditino brasileiro e padre católico, escritor,
poeta e membro da Academia Brasileira de Letras. Nascido em Minas Gerais, bacharelou-se em ciências
jurídicas e sociais pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal
do Rio de Janeiro. Durante a vida universitária, participou intensamente do
Centro Dom Vital e da Ação Católica Universitária. Ao concluir o curso de
direito, iniciou estudos em literatura classicista, que interrompeu ao entrar
para a ordem beneditina em 1940, ordenando-se sacerdote em 1946. Escreveu
diversas crônicas em jornais e revistas, mantendo uma coluna semanal no Jornal
do Brasil. Tornou-se secretário particular de Alceu Amoroso Lima. Foi tradutor
das conhecidas obras: O Pequeno Príncipe, O Menino do Dedo Verde , e Marcelino
Pão e Vinho. Manteve um programa de rádio na Rádio Jornal do Brasil, intitulado
Encontro Marcado.
Entre suas obras, além do mencionado auto
soma-se as seguintes.
·
Teatro (1947)
·
Livro do Peregrino (1955)
·
XXXVI Congresso Eucarístico Internacional (1955)
·
A noite será como o dia: autos de Natal (1959)
·
O livro da família cristã (1960)
·
Poemas do Reino de Deus (1961)
·
Mãe nossa, que estais no céu (sem data);
·
Para a noite de Natal: poemas, autos e diálogos
(1963)
·
Para preparar e celebrar a Páscoa: autos,
diálogos e fogo cênico (1964)
·
Eis que vem o Senhor (1967)
·
O livro de Tobias (1968)
·
Oratório e vitral de São Cristóvão (1969)
·
Um menino nos foi dado, org. de Lúcia Benedetti. In: Teatro infantil (1974)
·
Manifestações de Autonomia Literária: A Escola
Mineira e outros movimentos. In: História da Cultura Brasileira (2 vols.,
1973-1976)
·
Arte Sacra (1976)
·
Nossos amigos, os Santos (1985)
·
Congonhas, Bíblia de cedro e de pedra, coautoria
com Hugo Leal (1987)
·
Um encontro com Deus: Teologia para leigos
(1991)
·
As vinte e seis andorinhas (1991)
·
Poemas para crianças e alguns adultos (1994).
Pena que esse genial poeta
e escritor com o Concilio Vaticano II não tenha mais acompanhado a evolução da
teologia e da Igreja.
Alceu
Amoroso Lima dizia de si mesmo, “em jovem fora bombeiro; velho, fora
incendiário”. O contrario aplica-se a Dom Marcos Barbosa
Digitou esse texto
Ricardo Rodrigues de Oliveira, enfermeiro cuidador do autor.