sexta-feira, 6 de maio de 2016

ALEGRIA E ESPERANÇA DURADOURAS (Serie 71 anos, 267°)


            Na sua homilia, na Capela da Casa Santa Marta durante a celebração eucarística, hoje, dia 6 de maio, o papa Francisco falou:
“Francisco explicou que a “alegria fortalece a esperança”, e vice-versa, e com as duas as pessoas avançam num “sair” de si porque a pessoa alegre “não se fecha”.
“A alegria humana pode ser extraída de qualquer coisa, inclusive das dificuldades. Jesus, ao contrário, quer dar-nos uma alegria que ninguém pode tirar, é duradoura até nos momentos mais sombrios”, afirmou o Papa.
Na sua homilia, exemplificou com o que aconteceu na Ascensão do Senhor quando os discípulos ficam a olhar “para o céu com um pouco de tristeza” mas os anjos despertam-nos e segundo o Evangelho de Lucas, “voltaram felizes, repletos de alegria”.
Francisco alertou também que uma alegria sem esperança “é simples divertimento, passageira” e, por sua vez, a esperança sem alegria “não vai além de um saudável otimismo” mas juntas fazem a “explosão” que a Igreja, na liturgia, “quase grita, sem pudor”.
Na homilia, o Papa destacou também a imagem da mulher no parto que Jesus usou com os discípulos antes da Paixão sobre a tristeza que iriam sentir e transformar-se-ia “num grito de alegria”.
Para Francisco, essa é a imagem do Senhor que “deve ajudar nas dificuldades” que, por vezes, são “árduas” e levam “a duvidar da fé”.
“Depois da tempestade chega um homem novo, como a mulher quando dá à luz. E Jesus diz que esta alegria e esperança são duradouras, não passam”, disse o Papa[1].



Digitou esse texto Ricardo Rodrigues de Oliveira, enfermeiro cuidador do autor. 




[1] Agencia Ecclesia. 06/05/2016

quinta-feira, 5 de maio de 2016

71 ANOS DA MORTE DE DOM ALBERTO (Série 71, 266°)


Nesse dia 06 de maio, celebramos o 71° aniversário do falecimento de dom Alberto José Gonçalves, nosso primeiro bispo diocesano.
            Dom Alberto nasceu no dia 20 de julho de 1859 na cidade de Palmeira-PR.
            Antes de ser nomeado primeiro bispo de Ribeirão Preto ele fora: professor de diversas disciplinas no Seminário de São Paulo, tendo inclusive escrito: “Gramática Latina e Compêndio de Geometria Elementar”.
            No dia 16 de julho de 1888 foi nomeado Vigário da Paróquia de Curitiba. Aí, destacou-se pela construção da Matriz de Curitiba, pelo trabalho junto à Santa Casa de Misericórdia de Curitiba.
            Além disso, exerceu as funções de Diretor Geral da Instrução Pública e de Comissário Fiscal dos Exames Preparatórios, Deputado da Assembleia Provincial do Paraná, Deputado da Assembleia Constituinte do Estado do Paraná, Senador da República em 1895...
            Aos 5 de dezembro de 1908, foi nomeado primeiro bispo de Ribeirão Preto, tendo tomado posse desta diocese no dia 28 de fevereiro de 1909, na Igreja São José - tendo como pregador da mesma o futuro Cardeal do Rio de Janeiro, Cônego Sebastião Leme - por estar a Catedral local, em construção.
            A dom Alberto, esta atual Arquidiocese deve-lhe, não apenas, o título de primeiro bispo, mas de ter formado o Bispado nos seguintes termos: ter formado seu primeiro patrimônio, porque Monsenhor Siqueira encarregado de formá-lo não conseguira, dada a oposição de padres e de leigos fortemente anticlericais e, ainda da oposição de gente de Batatais - SP e de Franca - SP que queria que estas cidades fossem elevadas a sede de bispado e não Ribeirão Preto; ter acabado de construir a Catedral inclusive com as pinturas de Benedito Calixto e a decoração a cargo de outros pintores; ter construído o palácio episcopal de Ribeirão Preto, inclusive com seus próprios pecúlios; ter construído seu primeiro seminário diocesano...
            Quando iniciou seu ministério em Ribeirão Preto, a novel diocese possuía 36 paróquias; quando concluiu o seu ministério, as paróquias da diocese somavam o número de 51; não obstante, o baixo número de padres seculares.
            Uma das características deste primeiro período da vida da Igreja Particular de Ribeirão Preto é o da organização de suas igrejas paroquiais, entusiasmadas pelas frequentes visitas pastorais de dom Alberto e pelo grande surto da lavoura de café, dando grande circulação de riqueza aos municípios, ao mesmo tempo em que favorecia a migração.
            De 1912 a 1920, construíram-se, na Diocese, 23 novas matrizes. No mesmo período 13 matrizes receberam radicais ou importantes reformas.
            Ao mesmo tempo, organizou-se o patrimônio do Bispado e das Paróquias, através de legislações e promoções de dom Alberto.
            Suas visitas pastorais serviram, igualmente, para esta finalidade de organizar o patrimônio – sobretudo as primeiras visitas -, bem como para as obras que tinham sido iniciadas.
            Outra característica deste período de implantação da Igreja Particular foi a presença cada vez maior dos Religiosos e Religiosas. Quando foi criada a Diocese, aqui já trabalhavam: os Agostinianos Recoletos e as Salesianas com o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Ribeirão Preto; os Salesianos e as Irmãs Filhas de Maria Auxiliadora (Salesianas), em Batatais (Colégio e Santa Casa); e as Irmãs de São José e os Irmãos Marista, em Franca.
            A pedido de dom Alberto vieram, a seguir: os Padres Escalabrinianos, os Beneditinos Olivetanos, os Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, as Ursulinas, as Irmãs Franciscanas das Escolas Cristãs, os Padres do Verbo Divino (para dirigirem o Colégio Diocesano, comprado aos Salesianos e, depois transferido aos Claretianos, em Batatais), os Agostinianos (Franca), as Irmãs Zeladoras do Coração de Jesus (Casa Branca, Mococa, São João da Boa Vista), as Filhas de Sant’Ana (Pinhal), as Irmãs do Calvário (São José do Rio Pardo), as Missionárias Franciscanas do Egito (Jardinópolis), as Concepcionistas (Mococa), etc.
            Nota-se, através do aumento das paróquias e dos Religiosos e Religiosas, um crescente e evidente movimento religioso, alicerçado na prática sacramental e devocional, sobretudo levando em conta o aumento das Associações Religiosas e Irmandades.
            Em 1920, dom Alberto tomou a frente da Irmandade de São Benedito e da construção da Igreja de São Benedito, em Ribeirão Preto, com o intuito de, anexo à igreja, estabelecer uma nova escola profissional para meninos pobres.
            No mesmo ano regulamentou a Associação S. Antônio de Pádua e, por várias vezes, expediu circulares de apoio a ela.
            Em 1930, instituiu canonicamente, em Ribeirão Preto, a Associação das Damas de Caridade, “que tantos serviços já vinham prestando aos doentes pobres desta Cidade, recebendo de S. Excia. Revma. o respectivo regulamento e adquirida a existência legal”. Foi neste mesmo ano, em dezembro, que foram regulamentadas as Associações, como se depreende de seu Decreto.
            Em janeiro de 1940, foi nomeado seu Bispo Auxiliar na pessoa de Dom Manuel da Silveira D’Elboux.
            “No dia 6 de maio, de 1945, às 16 horas e 30 minutos, espirava plácida e piedosamente, em seu humilde quarto, no Palácio Episcopal, o primeiro Bispo Diocesano do Ribeirão Preto, o nosso querido e bondoso Dom Alberto, rodeado dos seus auxiliares no Governo Diocesano, do seu confessor D. Miguel Ângelo Biondi, dos seus médicos e de pessoas de sua família. Em tempo oportuno, por sua própria iniciativa, recebeu os santos sacramentos com uma piedade edificante. Acompanhou com plena lucidez, que não perdeu até o último instante de vida, todas as orações dos agonisantes, inclusive a Profissão de Fé, dizendo no fim desta com voz clara e forte: “Deo gratias”. Conhecendo que essa doença seria a última, deu todas as providências relativas aos seus objetos de uso próprio, ao seu enterro e sepultamento na Catedral. Demonstrou até o fim não só aquele espírito ordenado, metódico e previdente, com que pautou toda a sua vida, assim como a sua fé firme e robusta e a sua confiança filial na misericórdia de Deus e na de Maria Santíssima cuja devoção cultivou até o último suspiro”1.
            Por tudo isso dom Alberto, agradecemos ao Senhor e ao Sr.!
            Os leitores podem observar que o artigo é o mesmo do ano passado! A lembrança e a saudade são sempre novas.


Citação:
1.      Boletim Diocesano do Ribeirão Preto, n°180 (Maio, junho e julho de 1945), pp. 3 – 4.


Digitou este artigo Vinicius Maniezo Garcia enfermeiro e cuidador do autor.

“PAPA LEMBROU “LÁGRIMAS” PROVOCADAS PELA “MALDADE HUMANA” EM TODO O MUNDO” (Série 71, 265°)


Falando, na manhã de hoje, dia 05 de maio aos participantes de uma vigília especial de oração, integrada nas celebrações do Jubileu da Misericórdia, o Papa Francisco, disse:
“Se Deus chorou, também eu posso chorar, ciente de que sou compreendido. O pranto de Jesus é o antídoto contra a indiferença face ao sofrimento dos meus irmãos”.
No dia da solenidade litúrgica da Ascensão de Jesus, centenas de pessoas reuniram-se na Basílica de São Pedro, onde ouviram testemunhos de sofrimento, ligados à perda de filhos ou à perseguição religiosa, por exemplo.
“Quanta tristeza podemos vislumbrar em tantos rostos que encontramos! Quantas lágrimas são derramadas, em cada instante, no mundo; uma diferente da outra; e, juntas, formam como que um oceano de desolação, que invoca piedade, compaixão, consolação”, declarou o Papa.
Francisco realçou que “as mais amargas são as lágrimas causadas pela maldade humana”, momentos que desafiam a fé e o sentido da existência, provocando confusão e dor.
“A razão, só por si, não é capaz de iluminar o nosso íntimo, compreender a dor que sentimos e dar a resposta que esperamos. Nestes momentos, temos mais necessidade das razões do coração”, realçou o Papa.
A intervenção recordou os episódios do Evangelho que retratam Jesus a chorar, lágrimas que “baralharam muitos teólogos ao longo dos séculos”, segundo Francisco.
“Aquele pranto ensina-me a assumir a dor dos outros, a tornar-me participante do incómodo e do sofrimento de quantos vivem nas situações mais dolorosas”, precisou.
O pontífice argentino apresentou a oração como “verdadeiro remédio” para o sofrimento.
A vigília para ‘enxugar as lágrimas’ decorreu na presença do relicário de Nossa Senhora das Lágrimas de Siracusa - evocação de um fenómeno ocorrido na Itália, em 1953, quando uma obra em gesso, representando o Coração Imaculado de Maria, derramou lágrimas.
“Junto de cada cruz, está sempre a Mãe de Jesus. Com o seu manto, Ela enxuga as nossas lágrimas. Com a sua mão, faz-nos levantar e acompanha-nos pelo caminho da esperança”, disse Francisco.
No final da cerimónia de oração, o Papa abençoou e distribuiu simbolicamente um 'Agnus Dei' (Cordeiro de Deus), objeto de devoção usado particularmente no Ano Jubilar, que remonta ao século IV; realizado com cera branca, em forma oval, o presente do Papa tem numa das faces o Cordeiro Pascal e, na outra, o logótipo do Jubileu da Misericórdia.
A oferta, explicou a Santa Sé em comunicado, quer ser “expressão da misericórdia” de Deus “para com todos os fiéis que vivem situações de profundo sofrimento”.

Citação:

- Agência Ecclesia. 05 de maio de 2016.

Digitou este artigo Vinicius Maniezo Garcia enfermeiro e cuidador do autor.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

“CONTRA A DESCRIMINAÇÃO DAS MULHERES” (Serie 71 anos, 264°)


            Em vídeo divulgado hoje, dia quatro de maio, promovido pelo Apostolado da Oração o papa Francisco condena a discriminação das mulheres, nesses termos:
“Devemos condenar a violência sexual que as mulheres sofrem e eliminar os obstáculos que impedem a sua inserção plena na vida social, política e económica”
O Papa sustenta que não é “suficiente” reconhecer o contributo das mulheres “em todas as áreas do agir humano, a começar pela família.
“Temos feito muito pouco pelas mulheres que se encontram em situações muito duras, desprezadas, marginalizadas e até reduzidas à escravidão”, lamenta.
‘O Vídeo do Papa’ é uma plataforma lançada pela Rede Mundial de Oração do Papa - Apostolado da Oração (AO), da Companhia de Jesus, através da qual Francisco convida homens e mulheres do mundo inteiro a unir-se às suas intenções.
O vídeo é também disponibilizado na rede social facebook, em www.facebook.com/ovideodopapa, com outras informações sobre esta iniciativa e interação com a comunidade que a integra.
De acordo com o AO, estima-se que façam parte da Rede Mundial de Oração do Papa mais de 30 milhões de pessoas, em dez idiomas.
‘O Vídeo do Papa’ foi idealizado e realizado pela agência La Machi, Consultora de Comunicação para Boas Causas.
Todos os meses, o Papa confia duas intenções de oração: uma universal, com temáticas que apelam a todos os homens e mulheres de boa vontade; e outra pela evangelização, mais centrada na vida da Igreja e na sua missão.
“Se consideras que isto é justo, faz este pedido comigo: para que, em todos os países do mundo, as mulheres sejam honradas e respeitadas, e seja valorizada a sua imprescindível contribuição social”, pede Francisco, neste mês de maio[1].



 Digitou esse texto Ricardo Rodrigues de Oliveira, enfermeiro cuidador do autor. 




[1] Agencia Ecclesia 04/05/2016

segunda-feira, 2 de maio de 2016

O PREÇO DO TESTEMUNHO (Serie 71 anos, 263°)

 
           Falando, hoje,  2 de maio, na sua homilia, o papa Francisco disse:
“O cristão dá testemunho, ajudado pelo Espírito, na sua vida quotidiana, com o seu modo de agir, mas muitas vezes este testemunho provoca ataques, provoca perseguições”.
Francisco disse que o Espírito Santo que faz “conhecer Jesus” é o mesmo que “impele” cada pessoa a torná-lo conhecido, não tanto com palavras mas com o “testemunho de vida”.
O Papa observou ainda que o cristão testemunha que “o Senhor vive, ressuscitou” e está “entre” as pessoas.
“O Espírito dá testemunho de Jesus. E todas as vezes que nós sentimos no coração algo que nos aproxima de Jesus, é o Espírito que trabalha dentro de nós”, acrescentou.
O Papa argentino, no final da homilia, observou que “é bom pedir ao Espírito Santo” que vá ao coração de cada pessoa para dar testemunho de Jesus.
“Faz-me lembrar o que Jesus disse e fez, e ajuda-me a testemunhar estas coisas. Que a mundanidade, as coisas fáceis, as coisas que vem do pai da mentira, do príncipe deste mundo, o pecado, não me distanciem do testemunho”, concluiu, numa intervenção divulgada pela Rádio Vaticano[1].



 Digitou esse texto Ricardo Rodrigues de Oliveira, enfermeiro cuidador do autor. 

           


[1] Agencia Eclesia. 02/05/2016

domingo, 1 de maio de 2016

O PAPA E O TRABALHADOR (Serie 71 anos, 262°)

 
            Falando nesta manhã, dia primeiro de maio, Dia do Trabalhador, o papa Francisco disse:
 “Desejo que o evento (Conferência Internacional sobre o tema ‘Desenvolvimento sustentável e as formas mais vulneráveis de trabalho’, que vai decorrer em Roma) possa sensibilizar as autoridades, as instituições políticas e económicas e a sociedade civil para que se promova um modelo de desenvolvimento que leve em consideração a dignidade humana, no pleno pelas legislações sobre o trabalho e o ambiente”, declarou, após a recitação da oração do ‘Regina Coeli’, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro.
Já este sábado, o Papa tinha destacado a importância do trabalho para a vida das pessoas, no âmbito dos festejos do 1 de maio.
“O trabalho é próprio da pessoa humana e exprime a sua dignidade enquanto ser criado à imagem de Deus”, frisou Francisco, numa breve reflexão publicada na sua conta pessoal no twitter, em ‘@pontifex’[1].


Digitou esse texto Ricardo Rodrigues de Oliveira, enfermeiro cuidador do autor. 




[1] Agencia Ecclesia. 01/05/2016