quarta-feira, 28 de outubro de 2015

FINADOS (Serie 71, 58°)


            A Celebração dos nossos irmãos falecidos tem os seguintes significados:
            - Saudades: lembramos com saudade os nossos falecidos. Onde há saudade, há presença de quem é lembrado;
            - Agradecimentos: oportunidade para agradecermos a eles o que significaram em nossas vidas; o que fizeram de bom para nós; o amor que nos dedicaram;
            - Perdão: ocasião para pedirmos perdão a eles por aquilo que lhes fizemos de mal ou de insuficiente e pelas nossas lamentáveis omissões;
            - Coração: finalmente um dia especial para rezarmos pelo descanso eterno de nossos falecidos, para que eles estejam na casa do Pai, onde um dia, esperamos, nos encontraremos todos juntos.

            Para o cristão lembra-nos a missa dos falecidos: a vida não é tirada, mas transformada. E desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado um corpo incorruptível!

Digitou este artigo Vinicius Maniezo Garcia enfermeiro e cuidador do autor.

TODOS OS SANTOS (Serie 71, 57°)


            Na Celebração de Todos os Santos, a Igreja venera os santos que foram canonizados por Ela, aqueles que não o foram e aqueles santos que estão vivos entre nós e não nos damos conta deles.
            Santo é aquela pessoa que se deixou santificar por Deus. Santo é aquela pessoa que procurou viver intensamente o programa das bem-aventuranças, que são um resumo do Evangelho. Santo é aquela pessoa que soube amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a si mesma. O Santo soube ter uma vida integrada e esforçou-se por realizar sua missão entregando-se a causa de Cristo e do seu Reino.
            Na Igreja, o culto aos santos tem um triplo sentido:
            - Os santos são exemplo para as nossas vidas. Pessoas, como a gente, abertas à Graça, ou seja, ao próprio Deus e aos seus Bons;
            - Aos santos estamos unidos por uma estreita comunhão: a comunhão dos santos;
            - Os santos são nossos intercessores diante de Deus Pai, pela única mediação de Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo.


 Digitado por Vinicius Maniezo Garcia Enfermeiro e Cuidador do autor.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

UM VOCABULÁRIO DO SÍNODO (Serie 71, 56°)


            Pela importância do texto e oportunidade do mesmo (Kairós), resolvi compartilhar com os meus leitores este vocabulário do Sínodo de autoria do professor Alberto Melloni da Universidade de Modena-Reggio Emilia e diretor da Fundação de Ciências Religiosas João XXIII de Bolonha.

Sinodalidade
Sem modificar um único cânone, o Papa Francisco deu uma estatura inédita ao Sínodo dos bispos: mesmo tendo sofrido a ausência dos peritos teólogos que desde sempre alimentam cada conciliaridade, o Sínodo foi um órgão deliberante. E todos, hoje, o percebem como tal. Ele colocou novamente na agenda da Igreja – também das Igrejas nacionais e diocesanas – a sinodalidade como instrumento de comunhão. "A colegialidade episcopal se manifesta em um caminho de discernimento espiritual e pastoral" é um princípio operante.
Bispo
Não é verdade que o Sínodo disse para se abordar a questão dos divorciados recasados "caso a caso". Teria sido uma banalidade. Ele disse que o "bispo" é "pastor e cabeça" da sua Igreja e, portanto, "juiz". Por isso, os seus padres não são os terminais de ordens centrais, mas produtores da "discretio" com a qual devem "acompanhar" as pessoas "de acordo com o ensinamento da Igreja e as orientações do bispo". E é difícil imaginar que a orientação do bispo ou dos bispos de uma nação não nasça sinodalmente, para escutar não os quadros, mas as comunidades.
Universal
No Sínodo, há uma implícita mas seca reformulação da categoria de "universal". Não há um poder universal que é exercido em nome da "Igreja universal" (nunca citada) através do monarcato pontifício, guardião da doutrina e hermeneuta da natureza. Tudo foi deslocado para as comunidades. "Universal" é o adjetivo da fraternidade na família humana e da declaração "universal" dos direitos humanos.
Objetivo
Antes do Sínodo, em um livro-manifesto alarmado e alarmante, Ruini dissera que os divorciados estavam em uma "condição objetiva" de pecado. A bofetada do Sínodo é firme e implacável: ele diz que "o juízo sobre uma situação objetiva não deve levar a um juízo sobre a imputabilidade subjetiva", com muitas citações de um ato do cardeal Herránz do ano 2000. As implicações da tese de Ruini era muitas; as desta, ainda mais.
Gênero
O Sínodo abandona as polêmicas sobre as "teorias" do gênero. Ele denuncia uma "ideologia do gênero", que prospecta "uma sociedade sem diferenças de sexo" (denúncia tão extrema que não tem imputados e é politicamente inutilizável). Ele reconhece, contudo, que, "segundo o princípio cristão, alma e corpo, bem como sexo biológico (sex) e papel sociocultural do sexo (gender) podem ser distinguidos, mas não separados". Se não tivesse feito isso, a cristologia entraria em colapso.
Reino
"Cristo. A palavra e a atitude de Jesus mostram claramente que o Reino de Deus é o horizonte dentro do qual toda relação se define", diz o Sínodo. Contra aqueles que, há um ano, diziam que bastava repetir "a doutrina", Francisco mostrou que o trabalho do papa não é fazer repetições do catecismo, mas compreender mais a fundo as exigências e a graça do Evangelho. Uma "boa notícia" que supera as odiosas categorizações dos seres humanos em namorados, noivos, casados, quase casados, não casados, pré-casados, pós-casados, conviventes, divorciados etc.
Pessoas homossexuais
O Sínodo não chamou de amor aquilo que é vivido entre pessoas do mesmo sexo (mas reconheceu que, nas pessoas unidas pelo casamento civil e nas coabitações, pode haver "aqueles sinais de amor que propriamente correspondem ao reflexo do amor de Deus"). Mas disse que cada pessoa deve ser "respeitada na sua dignidade e acolhida com respeito". Para alguns países, incluindo a Itália, isso já seria um progresso.”

Citação:


·         IHU, 27 de outubro de 2015.

Digitou este artigo Vinicius Maniezo Garcia enfermeiro e cuidador do autor.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

DEPOIS DO SÍNODO... (Serie 71, 55°)

 
http://www.cnbb.org.br/images/2015_10/sinodofinal.jpg



            Terminado o Sínodo, iniciado no dia 4 de outubro e concluído no dia 25, com o tema “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”, começa a missão nas Igrejas particulares de todo o mundo.
            O papa afirmou: “Na verdade, para a Igreja, encerrar o Sínodo significa voltar realmente a ‘caminhar juntos’ para levar a toda a parte do mundo, a cada diocese, a cada comunidade e a cada situação a luz do Evangelho, o abraço da Igreja e o apoio da misericórdia de Deus! ”.

            É tempo, por isso, de rever nossa teologia do matrimônio e a nossa pastoral matrimonial com base nas conclusões finais deste Sínodo. Estas abrem largos horizontes para o nosso trabalho.

Digitou este artigo Vinicius Maniezo Garcia enfermeiro e cuidador do autor.

domingo, 25 de outubro de 2015

O SÍNODO DIA-A-DIA (21) - (Serie 71 anos, 54)


            Encerrou-se neste domingo, dia 25 de outubro o Sínodo, com uma concelebração presidida pelo Papa Francisco, cuja homilia foi nestes termos:
            “O Papa alertou hoje no Vaticano para a tentação de uma “fé pré-programada” que ignora o sofrimento alheio em função da sua própria agenda.
"Uma fé que não sabe radicar-se na vida das pessoas, permanece árida e, em vez de oásis, cria outros desertos", disse, na homilia da Missa conclusiva do Sínodo dos Bispos sobre a família, na Basílica de São Pedro.
Francisco partiu do relato da cura de um cego, por Jesus, para recordar que perante o sofrimento de Bartimeu “nenhum dos discípulos para”, mas “continuam a caminhar, avançam como se nada fosse”.
“Se Bartimeu é cego, eles são surdos: o seu problema não é problema deles. Esse pode ser o nosso risco: face aos problemas contínuos, o melhor é seguir em frente, sem deixar-se perturbar”, advertiu.
Neste contexto, a homilia falou numa “fé pré-programada”, em que cada um já tem a sua agenda própria, “ onde tudo está previsto”.
“Sabemos para onde ir e quanto tempo gastar; todos devem respeitar os nossos ritmos e qualquer inconveniente perturba-nos. Corremos o risco de nos tornarmos como «muitos» do Evangelho que perdem a paciência e repreendem Bartimeu”, precisou.
Em vez de rejeitar quem incomoda, Jesus quer “incluir, sobretudo quem está relegado para a margem e grita por Ele”.
O Papa aludiu depois à falta de “abertura do coração” e ao fim de aspetos da vida espiritual como “a admiração, a gratidão e o entusiasmo”, longe do “coração” de Deus, que “se inclina para quem está ferido”.
“Esta é a tentação duma «espiritualidade da miragem»: podemos caminhar através dos desertos da humanidade não vendo aquilo que realmente existe, mas o que nós gostaríamos de ver”, prosseguiu.
Perante os “irmãos sinodais”, cardeais, patriarcas, arcebispos, bispos e padres que participaram na 14ª assembleia geral do Sínodo, o Papa elogiou o caminho que todos fizeram “juntos”.
“Sem nos deixarmos jamais ofuscar pelo pessimismo e pelo pecado, procuremos e vejamos a glória de Deus que resplandece no homem vivo”, apelou.
Francisco defendeu que, tal como na cura do cego, os cristãos devem ir ter com quem sofre para dizer-lhes “coragem”, “tem confiança, anima-te” e “levanta-te”.
“Os seus limitam-se a repetir as palavras encorajadoras e libertadoras de Jesus, conduzindo diretamente a Ele sem fazer sermões. A isto são chamados os discípulos de Jesus, também hoje, especialmente hoje: pôr o homem em contato com a Misericórdia compassiva que salva”, observou.
A menos de dois meses do início do Jubileu da Misericórdia, um Ano Santo extraordinária convocado pelo Papa, Francisco disse que as situações de “miséria e de conflitos” são para Deus “ocasiões de misericórdia”.
“Hoje é tempo de misericórdia”, sustentou.
Após a homilia, na apresentação das ofertas, uma família com uma filha em cadeiras de rodas foi ao altar, um dia depois de o Sínodo dos Bispos ter manifestado o seu apoio a todas as pessoas com deficiência.

  Digitou esse texto Ricardo Rodrigues de Oliveira, enfermeiro cuidador do autor. 


sábado, 24 de outubro de 2015

O SÍNODO DIA-A-DIA (20) - (Serie 71 anos, 53°)


            Neste sábado, 24 de outubro, segundo a Agencia Ecclesia, “Os participantes no Sínodo dos Bispos propuseram hoje um “caminho de discernimento” para os católicos divorciados que voltaram a casar civilmente, no relatório final dos trabalhos. O texto que vai ser agora entregue ao Papa refere que é missão dos padres “acompanhar as pessoas no caminho do discernimento segundo o ensinamento da Igreja e as orientações do bispo”.
Na conclusão de três semanas de trabalho sobre a família, 178 dos 265 participantes que votaram esta tarde (mais um voto do que os necessários para a maioria de dois terços), aprovaram o número 85, em que se apela a um “exame de consciência” das pessoas em causa sobre a forma como trataram os seus filhos ou como viveram a “crise conjugal”. O documento questiona ainda se houve “tentativas de reconciliação”, qual a situação do “cônjuge abandonado” e quais as consequências da nova relação “sobre o resto da família e a comunidade dos fiéis”. “Uma reflexão sincera pode reforçar a misericórdia de Deus, que não é negada a ninguém”.
Este relatório não aborda diretamente a possibilidade de acesso à Comunhão pelos divorciados recasados, que é negada pela Igreja Católica.
Os participantes apresentam critérios de reflexão, recordando que há “condicionamentos” que podem anular ou diminuir a responsabilidade de uma ação, pelo que o juízo sobre uma situação objetiva “não deve levar a um juízo sobre a imputabilidade subjetiva”. “Por isso, mesmo apoiando uma norma geral, é necessário reconhecer que a responsabilidade em relação a determinadas ações ou decisões não é a mesma em todos os casos”, pode ler-se. O relatório final aponta a um “discernimento pastoral” que tem de acompanhar cada situações, pelo que “as consequências dos atos realizados não são necessariamente as mesmas em todos os casos”.
O texto cita o ensinamento de São João Paulo II na ‘Familiaris Consortio’: “Saibam os pastores que, por amor à verdade, estão obrigados a discernir bem as situações. Há, na realidade, diferença entre aqueles que sinceramente se esforçaram por salvar o primeiro matrimónio e foram injustamente abandonados e aqueles que por sua grave culpa destruíram um matrimónio canonicamente válido”. “Há ainda aqueles que contraíram uma segunda união em vista da educação dos filhos, e, às vezes, estão subjetivamente certos em consciência de que o precedente matrimónio irreparavelmente destruído nunca tinha sido válido”, acrescentava o Papa polaco, na sua exortação apostólica sobre a família. No número 84 do relatório final, aprovado com 187 votos (o segundo menor número de aprovações), os participantes no Sínodo 2015 afirmam que os divorciados recasados têm de estar “mais integrados nas comunidades cristãs”.
“A sua participação pode exprimir-se em diversos serviços eclesiais”, aponta o texto.
Já o número 86 (190 votos a favor) refere-se a um “percurso de acompanhamento e discernimento” junto de um sacerdote, no chamado “foro interno” (privado), sobre aquilo que coloca “obstáculos a uma mais plena participação na vida da Igreja e sobre os passos que a podem favorecer”.
“Para que isto aconteça, têm de ser garantidas as necessárias condições de humildade, reserva, amor à Igreja e ao seu ensinamento”, prossegue.
O relatório conclui-se com um pedido ao Papa para que avalie a oportunidade de um “documento sobre a família”.



Digitou esse texto Ricardo Rodrigues de Oliveira, enfermeiro cuidador do autor. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

O SÍNODO DIA-A-DIA (19) (Serie 71, 52°)


http://www.agencia.ecclesia.pt/netim
ages/noticia/papa_ricardo_perna.jpg
Nesta sexta-feira, dia 23 de outubro, segundo a Agência Ecclesia:
“O relatório final do Sínodo dos Bispos, que vai ser votado este sábado, é visto como um documento conciliador que congrega as várias visões da assembleia para as apresentar ao Papa, propondo uma nova relação Igreja-Família.
Segundo o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, foram feitas 1355 propostas de alteração ao instrumento de trabalho, ao longo de três semanas de encontro, num esforço que foi recebido com “satisfação” pela assembleia.
O responsável disse em conferência de imprensa que as reações gerais em relação ao texto proposto vão no sentido de o considerar “muito satisfatório” e mais “organizado”.
O cardeal Peter Turkson, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz (Santa Sé), disse aos jornalistas que faltam “pequenos detalhes” para que o documento, com votação marcada para a tarde de sábado, seja algo com que “todos possam concordar”.
D. Luc Van Looy, bispo de Gent (Bélgica), falou num Sínodo “pastoral”, que se preocupou com as famílias a partir de três palavras-chave: “Escuta, acompanhamento e integração.”


Citação:

·        Agência Ecclesia, 23 de outubro de 2015.

Digitou este artigo Vinicius Maniezo Garcia enfermeiro e cuidador do autor.