domingo, 7 de fevereiro de 2016

O ESQUECIDO (Série 71, 169°)


            - Alô. É o Ernesto?
            - Pronto. Pai, sou eu Paulo... O Ernesto era seu sogro pai. O vô Ernesto... Mas morreu já faz tempo.
            - Ô filho, seu pai anda muito esquecido... O médico falou que eu estou com... Como é que chama?
            - Alzheimer pai.
            - Ah filho, imagina se eu vou guardar um nome desses. Mas o que eu queria era perguntar pra você se eu telefonei no seu aniversário... Eu fico chateado quando me falam que eu não telefonei no aniversário das pessoas. Por isso, eu gosto de perguntar se eu telefonei.
            - Telefonou, sim pai (“mentirinha pro gasto, pra não aumentar conversa”).
            - Ah, obrigado. Mas, quando é mesmo seu aniversário?
            - Amanhã pai.

            - Então filho, se eu não esquecer amanhã eu volto a te telefonar.

Digitou esta crônica Vinicius Maniezo Garcia enfermeiro e cuidador do autor.

O PAPA FRANCISCO E O ANO NOVO CHINÊS (Série 71, 168°)


O papa Francisco voltou, neste domingo à hora do ângelus, a falar sobre o Ano Novo Chinês – Ano Lunar – que se inicia neste dia 08 do corrente. Este ano é celebrado por chineses, vietcongues e coreanos.
Na ocasião disse: “No Extremo Oriente e em várias partes do mundo, milhões de homens e mulheres celebram amanhã [segunda-feira] o Ano Novo Lunar: a todos desejo que possam experimentar serenidade e paz no seio das suas famílias”.
Francisco elogiou o papel das famílias como “primeiro lugar onde se vivem e transmite os valores do amor e da fraternidade, da convivência e da partilha, da atenção e do cuidado com o outro”.
“Que o novo ano possa trazer frutos de compaixão, misericórdia e solidariedade”


Digitou este artigo Vinicius Maniezo Garcia enfermeiro e cuidador do autor.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

ALVÍSSARAS ECUMENICAS (Serie 71 anos, 167°)

  O mundo todo se surpreendeu com a noticia de o Papa Francisco e o patriarca Kirill encontrarem-se em Cuba, no próximo dia 12 do corrente. Temos acompanhado o deslanchamento[1]  ecumênico do papa Francisco, do dialogo e encontro com os anglicanos, com os luteranos, com os ortodoxos orientais, pouco sabíamos, porém, do que acontecia entre o Papa e o Patriarca de Moscou. 
            Eis que, inesperadamente, o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano anuncia: “A Santa Sé e o Patriarcado de Moscou tem o prazer de anunciar que, pela graça de Deus, Sua Santidade, o Papa Francisco, e Sua Santidade, o Patriarca Kirill, de Moscou e toda Rússia, vão se encontrar no próximo dia 12 de fevereiro. O encontro acontecerá em Cuba, onde o Papa fará uma escala antes de sua viagem ao México, e onde o Patriarca estará em visita oficial. Haverá uma conversa pessoal no Aeroporto Internacional José Martí, de Havana, e se encerrará com a assinatura de uma declaração comum”. Este encontro histórico, explicou o padre Lombardi, será encerrado com a assinatura de uma declaração comum




Digitou esse texto Ricardo Rodrigues de Oliveira, enfermeiro cuidador do autor. 






[1]  IHU. 06/02/2016. O Papa e Kirill: o primeiro e histórico encontro será em Cuba

INTENÇÃO DO MÊS DE FEVEREIRO (Serie 71 anos, 166°)


            Quem não se lembra da Folhinha do Sagrado Coração de Jesus, do mensageiro do sagrado coração de Jesus, etc. Que trazem a intenção do apostolado da oração do mês? Pois é. Fevereiro deste ano tem a intenção que o Papa desejou e que se encontra em vídeo, originalmente feito em espanhol, depois traduzida para dez línguas! Esta no site do apostolado da oração (www.apmej.org).
            O texto é o seguinte: “Crentes e não-crentes — explica Francisco, enquanto imagens da beleza da criação se intercalam em contraste com outras, de poluição ambiental — concordamos todos que a terra é uma herança comum, cujos frutos deveriam beneficiar todos”. No entanto, observa o Papa, hoje “a relação entre a pobreza e a fragilidade do planeta exige outro modo de gerir a economia e o progresso, imaginando um novo estilo de vida”.
Por isso, é a consequência natural, “temos necessidade de uma conversão que nos una a todos» e de ser «livres da escravidão do consumismo» para juntos podermos — conclui — “cuidar da nossa casa comum”.
            Observem os leitores haver um nexo temático com a Campanha da Fraternidade 2016 que, no Brasil todo se iniciará na próxima quarta feira de cinzas, dia 10 do corrente!


 Digitou esse texto Ricardo Rodrigues de Oliveira, enfermeiro cuidador do autor. 


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

CARNAVAL, QUARESMA E CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2016 (Série 71, 165°)


CARNAVAL: segundo os etimologistas, carnaval vem do latim e, literalmente, significaria “adeus à carne”. Ou seja, tempo anterior à quaresma, que, no passado, durante o mesmo, não se podia comer carne alguma em sinal de penitencia. Daí, neste período imediatamente anterior a quaresma, se fazerem festas com muita carne, danças, fantasias etc.
Na falta da carne durante a quaresma, graças sobretudo aos monges medievais, se fizeram recursos a várias iguarias provenientes de peixes que até hoje continuam. Thomas Merton deixou escrito numa de suas obras essa influência dos monges na agricultura, na alimentação, na fabricação de vinhos e licores e outras tantas iguarias!
            Hoje, na Igreja só há, entretanto, dois dias de abstinência de carne: Quarta-feira de Cinzas e Sexta-feira Santa. O que não impede de cada fiel ao longo da quaresma escolher outras práticas penitenciais, como por exemplo: não responder de forma violenta a um irmão que lhe fez isto; privar-se de algo gostoso, como por exemplo, chocolate, refrigerante etc e dar o dinheiro correspondente a um irmão necessitado. Privar-se de algo não é para acumular, mas para compartilhar.
            Há, entretanto, mais duas práticas relacionadas à quaresma: a oração e a esmola, conforme a catequese de São Mateus sobre isto proclamada na quarta-feira de cinzas.
            A QUARESMA é acima de tudo um tempo de preparação. Tudo tem sentido durante ela se for vivido como preparação para a Páscoa, principalmente, o nosso esforço de conversão, isto é, mudança de vida para melhor, tornando-nos assim novas criaturas mortas para o pecado e ressuscitadas com Cristo (Páscoa) para uma Vida Nova.
http://campanhas.cnbb.org.br/wp-content/
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            CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2016 (CF 2016): no Brasil durante a quaresma tem-se sempre a campanha da fraternidade. Este ano o tema é CASA COMUM, NOSSA RESPONSABILIDADE e o lema é “QUERO VER O DIREITO BROTAR COMO FONTE E CORRER A JUSTIÇA QUAL RIACHO QUE NÃO SECA” (AM 5,24). “Esta é a IV Campanha da Fraternidade Ecumênica do Brasil. “A motivação para essas Campanhas fundamentou-se na compreensão de que, no centro da vivência ecumênica, está a fé em Jesus Cristo. Isso se deu, porque o movimento ecumênico está marcado pela ação e pelo desafio de construir uma Casa Comum (oikoumene) justa, sustentável e habitável para todos os seres vivos. Essa luta é profética, pois questiona as estruturas que causam e legitimam vários tipos de exclusão: econômica, ambiental, social, racial e étnica. São discriminações que fragilizam a dignidade de mulheres e homens. É exatamente isso que acontece quando, neste ano, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) coloca outra vez à disposição do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil) a Campanha da Fraternidade, seu mais conhecido projeto de evangelização”.

O objetivo principal é assegurar o direito ao saneamento básico para todas as pessoas e empenharmo-nos, à luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa Comum.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

O APRESSO DO PAPA PELA CHINA (Série 71, 164°)


            Já outras vezes, o papa Francisco manifestara seu apresso e seu interesse pela China. A penúltima vez se deu quando de sua volta dos Estados Unidos para Roma, durante a sua entrevista no avião. Sai, hoje publicada, dia 2 de fevereiro de 2016, uma entrevista dele pela Revista Asia Times1, tratando, igualmente deste assunto.
            O papa, curiosamente, recorda que seu apresso pela China vem desde menino e, depois, desde quando estudou a vida do padre Mateus Ricci, jesuíta, que, no século XVI trabalhou na China e, até hoje, causa admiração em quem lê sua biografia e seus trabalhos.
            Francisco explicita que sua admiração deve-se objetivamente: “A China sempre foi para mim uma referência de grandeza, um grande país, mas mais do que um grande país é uma grande cultura, com uma sabedoria inesgotável”.
            Concluiu, depois, expressando seu desejo:
            “Quero manifestar o meu desejo de que nunca percam a sua consciência histórica de serem um grande povo, com uma grande história de sabedoria, que tem muito a oferecer ao mundo”.

Citação:

1.      Agência Ecclesia, 02/02/2016.

Digitou este artigo Vinicius Maniezo Garcia enfermeiro e cuidador do autor.

HILÁRIO APELIDO (Série 71, 163°)


Os alunos no estágio, não se podem chamar por apelido e, sim, pelo nome próprio. Sempre, porém há algumas falhas. Foi o que aconteceu, outro dia, no estágio de pediatria. Havia crianças de todas as idades. Rostos de mães, com diferentes expressões: rostos revoltados (“Até quando meu Deus, a gente tem que aguentar uma situação como esta? A gente passa um dia, aqui e não resolve nada?”); rostos preocupados, apreensivos (“Tenho mais crianças em casa, o que será deles?”. Tenho de fazer o jantar, tenho de lavar roupa, tenho de dar banho nas crianças...”); rostos resignados (“É assim mesmo; a gente não pode fazer nada; nóis não têm a quem recorrer”. “Pobre é assim mesmo, tem de sofrer pra sobreviver; quem não quer morre, morre antes da hora”).
Uma estudante de enfermagem, precisando da ajuda do colega, que estava se dirigindo para a porta de saída, grita:
- Tothó, por favor me ajuda aqui!
Um menino de 5 anos, que tudo observava, se segurando com a mão esquerda no vestido da mãe, mostrando com o indicador direito, fala bem alto:
- Mãe, aquele moço tem nome de cachorro!
Eis, então, os rostos preocupados, apreensivos e resignados se abriram num só riso...!


PS.: o moço apelidado de Tothó é o enfermeiro Vinicius Maniezo Garcia, que digita esta crônica!