segunda-feira, 23 de maio de 2016

A ALEGRIA DO CRISTÃO (Série 71, 283°)


Na homilia proferida, hoje, dia 23 de maio na Capela da Casa de Santa Marta, o Papa Francisco falou sobre a alegria como certidão de identidade do cristão, nestes termos:
“Um cristão é um homem e uma mulher de alegria, um homem e uma mulher com alegria no coração: não existem cristãos sem alegria”.
Esta alegria, precisou, oferece “esperança” mesmo perante as “cruzes e sofrimentos” da existência.
“Podemos caminhar rumo àquela esperança que os primeiros cristãos representavam como uma âncora no céu. Aquela esperança que nos dá alegria”, observou.
Francisco sustentou que os que se dizem cristãos mas vivem sem alegria são crentes quem falta “alguma coisa”.
“A certidão de identidade do cristão é a alegria, a alegria do Evangelho, a alegria de ter sido escolhido por Jesus, salvo por Ele, regenerado por Jesus”, reforçou.
A intervenção realçou que esta alegria pode “crescer com a confiança em Deus”.
O Papa apresentou uma reflexão sobre a passagem do Evangelho que é hoje lida nas igrejas de todo o mundo, na qual se narra o encontro de Jesus com um jovem rico, o qual “não foi capaz de abrir o coração à alegria e escolheu a tristeza”.
“Era apegado aos bens! Jesus disse que não se pode servir a dois senhores: ou se serve a Deus ou as riquezas. As riquezas não são más em si mesmas: mas servir a riqueza, esse é o mal”, explicou.
Nesse contexto, Francisco voltou a afirmar que quando se encontram cristãos tristes, “algo está errado”.
“Nós devemos ajudá-las a encontrar Jesus, a tirar essa tristeza, para que possam se alegrar com o Evangelho, possam ter essa alegria que é própria do Evangelho”, apelou.
A homilia sublinhou depois a importância do “espanto”, que salva as pessoas de “viver presas às coisas, à mundanidade – as muitas mundanidades que afastam de Jesus”.

“Peçamos hoje ao Senhor que nos dê o espanto diante Dele, diante das muitas riquezas espirituais que nos deu; e, com este espanto, nos dê a alegria, a alegria da nossa vida e de viver as inúmeras dificuldades com paz no coração”, concluiu, numa intervenção divulgada pela Rádio Vaticano”.

Citação:

- Agência Ecclesia, 23 de maio de 2016.

Digitou este artigo Vinicius Maniezo Garcia, enfermeiro e cuidador do autor.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

A COMPREENSÃO PARA COM O PECADOR ( Serie 71 anos, 282°)


Falando hoje, dia 20 de maio, na sua homilia na capela da casa de santa Marta, o papa Francisco afirmou:
 “Neste mundo em que vivemos, com esta cultura do provisório, a realidade do pecado é muito forte, mas Jesus, recordando Moisés, diz: ‘Se há dureza do coração, se há pecado, é possível fazer algo: o perdão, a compreensão, o acompanhamento, a integração, o discernimento destes casos... Mas a verdade não se pode vender nunca”,
Francisco comentava uma passagem do Evangelho que retrata as “ciladas” com que fariseus e doutores da lei tentam enganar Jesus, perguntando a Jesus se é lícito a alguém repudiar a própria esposa.
Para o Papa, esta é a “cilada da casuística”, montada por um “pequeno grupo de teólogos iluminados”, da qual Jesus escapa apontando para a “plenitude do matrimónio”
“Não são mais dois, mas uma só carne. Assim, ‘o homem não divida o que Deus uniu’. Seja no caso do levirato, seja neste, Jesus responde da verdade esmagadora, da verdade contundente – esta é a verdade! – da plenitude sempre! E Jesus nunca negocia a verdade”, declarou.
Francisco observou que a afirmação de Jesus sobre o matrimónio é a única verdade e “não existe outra”.
“Mas Jesus é tão misericordioso, tão grande, que jamais, jamais, fecha a porta aos pecadores”; acrescentou.
O Papa pediu que os teólogos e os fiéis em geral recusem cair na cilada da “equação matemática”, do “pode? ou não pode?”, abrindo-se a “horizontes maiores”, capazes de “amar a fraqueza humana”.
“Que Jesus nos ensine a ter, com o coração, uma grande adesão à verdade e também com o coração, uma grande compreensão e acompanhamento a todos os nossos irmãos que estão com dificuldades”, concluiu.[1]




Digitou esse texto Ricardo Rodrigues de Oliveira, enfermeiro cuidador do autor.






[1] Agencia Ecclesia. 20/05/2016

quarta-feira, 18 de maio de 2016

IGNORAR OS POBRES É IGNORAR DEUS (Série 71, 281°)


Falando, hoje, 18 de maio, na Audiência Geral das quartas-feiras, na Praça de São Pedro o Papa disse:
“Ignorar o pobre é desprezar Deus, temos de aprender bem isto, ignorar o pobre é desprezar Deus”.
Dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre a misericórdia, Francisco lamentou que “tanta gente finja não ver os pobres”
“Para eles, os pobres não existem”, observou.
A intervenção ligou a misericórdia de Deus à misericórdia de cada pessoa para com o seu “próximo”.
“Quando esta falta, também a misericórdia de Deus não encontra espaço no nosso coração fechado, não pode entrar. Se eu não abrir a porta do meu coração ao pobre, essa porta permanece fechada, mesmo para Deus, e isto é terrível”, declarou.
O Papa partiu de uma passagem do Evangelho de São Lucas, na qual Jesus apresenta a parábola do homem rico e do pobre Lázaro, ao qual o rico não prestou atenção.
“Nenhum mensageiro e nenhuma mensagem poderão substituir os pobres que encontramos no caminho, porque neles se encontra o próprio Jesus”, assinalou.
Segundo Francisco, a figura de Lázaro - que ao contrário do homem rico é tratado pelo seu nome próprio - “representa bem o grito silencioso dos pobres de todos os tempos e a contradição de um mundo cujas imensas riquezas e recursos estão nas mãos de poucos”.
O homem abastado retratado na parábola de Jesus, explicou o Papa, viveu “fechado” no seu mundo de luxo, sem ter em conta a lei de Deus ou o sofrimento dos próximos.
“Será condenado, portanto, não pelas suas riquezas, mas porque foi incapaz de sentir compaixão por Lázaro e de o socorrer”, precisou”.

Citação:

- Agência Ecclesia, 18 de maio de 2016.

Digitou este artigo Vinicius Maniezo Garcia enfermeiro e cuidador do autor.

terça-feira, 17 de maio de 2016

A REGRA É SERVIR (Série 71, 280°)

A REGRA É SERVIR

Francisco de Assis Correia*

Na sua homilia de hoje, 17 de maio, na Capela da Casa de Santa Marta, o Papa Francisco disse:
“No caminho que Jesus nos indica o serviço é a regra. O maior é aquele que serve mais, quem está mais a serviço dos outros, e não aquele que se vangloria, que procura o poder, o dinheiro, a vaidade, o orgulho. Esses não são os maiores”.
A partir do Evangelho do dia, um episódio em que os discípulos discutiam sobre “qual deles era o maior”, o Papa observou que o que aconteceu com os apóstolos é uma história que “acontece todos os dias” na Igreja, nas comunidades – paróquias, instituições - com a vontade de “ter poder”.
“Todos nós somos tentados por essas coisas, somos tentados a destruir o outro para subir mais. É uma tentação mundana, mas que divide e destrói a Igreja, não é o Espírito de Jesus”, alertou.
Francisco destacou que Cristo fala sobre “humilhação, morte e redenção”, enquanto os discípulos a “linguagem de alpinistas: Quem subirá mais alto no poder?”.
“Far-nos-á bem pensar nas muitas vezes que vimos isso na Igreja e nas muitas vezes que nós fizemos isso, e pedir ao Senhor que nos ilumine, para entender que o amor pelo mundo, isto é, por este espírito mundano, é inimigo de Deus”, apelou.
O Papa argentino assinalou também a mesma temática a partir de uma passagem da Carta de São Tiago, quando o discípulo adverte para “as paixões pelo poder, para as invejas e os ciúmes”.
“Quando tenho esta vontade mundana de estar com o poder, não de servir, mas de ser servido, não se poupam os meios para conquistá-lo - as fofocas, sujar os outros. A inveja e os ciúmes fazem este caminho e destroem”, desenvolveu, sublinhando que é algo que “acontece hoje” nas instituições da Igreja.
Francisco preveniu que essa é a “vontade do espírito do mundo”, de riqueza, vaidade e orgulho.
“Jesus veio para servir e ensinou o caminho na vida cristã: o serviço e a humildade”, frisou, numa intervenção divulgada pela Rádio Vaticano”.

Citação:
- Agência Ecclesia, 17 de maio de 2016.

Digitou este artigo Vinicius Maniezo Garcia enfermeiro e cuidador do autor.

segunda-feira, 16 de maio de 2016

O PERFIL DO PADRE (Serie 71 anos, 279°)


O Papa Francisco afirmou hoje na abertura da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Italiana (CEI) que o sacerdote “não é um burocrata”, é “estruturalmente missionário” e um “critério decisivo” para uma decisão vocacional está na capacidade de se relacionar.
“Neste tempo pobre para fazer amizades, o nosso primeiro compromisso é o de construir comunidade; a abertura ao relacionamento é, assim, um critério decisivo de discernimento vocacional”, afirmou o Papa no discurso de abertura da 69.ª Assembleia Plenária da CEI.
O discurso de abertura da reunião dos bispos italianos, que vai decorrer até ao dia 19, foi feito pelo Papa Francisco, como acontece há três anos, enquanto bispo de Roma e primaz da Itália, e não pelo presidente da CEI, o cardeal Angelo Bagnasco, no cargo desde 2007.
Referindo-se ao tema principal da Assembleia Plenária em curso esta semana, o Papa referiu que o padre é “estruturalmente missionário”, mais do que um líder com uma “missão para cumprir”, e deve sentir-se pertença do povo de Deus onde é enviado, condição de distanciamento da autorreferencialidade que “isola e aprisiona”.
Para Francisco o sacerdote “não é um burocrata ou um funcionário anónimo de uma instituição, não está consagrado a um papel clerical, nem se move por critério de eficiência”, “não procura seguranças terrenas ou títulos honoríficos, que levam á confiança no homem” e “não exige nada para além das reais necessidades”.
“O seu estilo de vida simples e essencial, sempre disponível, fá-lo credível aos olhos das pessoas e aproxima-o dos humildes, numa caridade pastoral que o torna livre e solidário. Servo da vida, caminha com o coração e o ritmo dos pobres”, sublinhou o Papa.
Francisco acrescentou que a comunhão com os leigos, valorizando a participação de cada um, é uma “marca distintiva” da vida do sacerdote e o “cenáculo do presbitério” é “vital” para a seu ministério.
“Esta experiência – quando não é participada de forma ocasional nem por força de uma colaboração instrumental – liberta do narcisismo e dos ciúmes clericais; faz crescer a estima, o apoio e a benevolência recíproca; favorece uma comunhão não só sacramental ou jurídica, mas fraterna e concreta”, afirmou o Papa.
“A comunhão é de facto um dos nomes da Misericórdia”, acrescentou.
O Papa desafiou os bispos italianos a promoverem uma renovação do clero que inclua uma “visão evangélica” sobre a gestão de estruturas e dos bens, evitando referências a uma “pastoral de conservação” que é obstáculo para a “abertura  à perene novidade do Espírito”
“Conservai apenas o que pode servir para a experiência de Fé e de caridade do povo de Deus”, concluiu[1].




 Digitou esse texto Ricardo Rodrigues de Oliveira, enfermeiro cuidador do autor. 




[1] Agencia Ecclesa 16/05/2016

domingo, 15 de maio de 2016

SOLIDÃO E ANALFABETISMO ESPIRITUAL (Série 71, 278°)


Falando, durante a homilia de hoje, 15 de maio, festa de Pentecostes na Basílica de São Pedro, o Papa disse:
“A missão de Jesus, que culmina no dom do Espírito Santo, tinha este objetivo essencial: reatar a nossa relação com o Pai, arruinada pelo pecado; tirar-nos da condição de órfãos e restituir-nos à condição de filhos”.
Francisco falou desta “condição de filhos” como o ADN de cada ser humano, que a festa de Pentecostes vem sublinhar, porque o Espírito provoca “uma nova dinâmica de fraternidade”.
“Através do Irmão universal que é Jesus podemos relacionar-nos de maneira nova com os outros: já não como órfãos, mas como filhos do mesmo Pai, bom e misericordioso. E isto muda tudo”, sustentou o Papa.
O pontífice argentino recordou depois a “presença maternal” de Maria no Cenáculo, onde os discípulos estavam reunidos após a morte de Jesus.
“É a Mãe da Igreja. À sua intercessão, confiamos de maneira especial todos os cristãos, as famílias e as comunidades que, neste momento, têm mais necessidade da força do Espírito Paráclito, Defensor e Consolador, Espírito de verdade, liberdade e paz”, disse.
Após a homilia, em arménio, rezou-se pelos cristãos que vivem situações de “perseguição”.
Já desde a janela do apartamento pontifício, o Papa presidiu à recitação da oração do ‘Regina Caeli’, no último dia do tempo pascal em 2016.
Francisco disse aos presentes na Praça de São Pedro que o Espírito Santo promove uma adesão “em sentido existencial” à fé, que se demonstra “não com as palavras, mas com os fatos”.
“Ser cristão não significa principalmente pertencer a uma certa cultura ou aderir a uma certa doutrina, mas antes ligar a própria vida, em cada aspeto, à pessoa de Jesus”, explicou.
O Papa anunciou depois que publicou este domingo a sua mensagem para o próximo Dia Mundial das Missões, que se vai celebrar em outubro.
“Que o Espírito Santo dê força a todos os missionários e sustente a missão da Igreja em todo o mundo. Que o Espírito Santo nos dê jovens fortes, que tenham o desejo de partir e anunciar o Evangelho”, concluiu.

Citação:


Agência Ecclesia, 15 de maio de 2016.

Digitou este artigo Vinicius Maniezo Garcia enfermeiro e cuidador do autor.

sábado, 14 de maio de 2016

PIEDADE EM VEZ DE INDIFERENÇA (Serie 71 anos, 277°)


Numa audiência pública, hoje, 14 de maio, no âmbito do Ano Santo da Misericórdia, na Praça de São Pedro, o Papa recordou o Evangelho onde se encontram "pessoas doentes, demoníacas, pobres ou atribuladas que se dirigem a Jesus com estas palavras: “Senhor, tende piedade!”" e considerou que estas pessoas intuíam que em Jesus havia algo de extraordinário que podia ajudá-las a sair da condição em que se encontravam.
"Jesus dava-Se conta desta súplica, compadecia-Se da pessoa e respondia com um olhar de misericórdia e o conforto da sua palavra. Ele convidava a pessoa a ter confiança n’Ele e, na base desta fé, concedia quanto Lhe era pedido.
Para Jesus, sentir piedade equivale a compartilhar a situação triste da pessoa que encontra e, ao mesmo tempo, empenhar-Se pessoalmente para transformar a tristeza da pessoa em alegria", afirmou Francisco.
Lançando um convite aos cristãos a cultivarem atitudes de piedade Francisco disse que a "piedade é manifestação da misericórdia de Deus e aparece na lista dos dons do Espírito Santo: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus".
“Também nós somos chamados a cultivar em nós atitudes de piedade diante de tantas situações da vida, repelindo de nós a indiferença que impede de reconhecer as exigências dos irmãos que nos circundam e livrando-nos da escravidão do bem-estar material.”
"Ao mesmo tempo, a piedade não deve ser confundida com a compaixão que temos para com os animais que vivem conosco; pois, de facto, acontece que, às vezes, temos este sentimento para com os animais, mas permanecemos indiferentes diante dos sofrimentos dos irmãos”, referiu.
Depois, Francisco, disse de improviso: “Quantas vezes vemos tantas pessoas apegadas aos gatos, cachorros e, depois, se esquecem de ajudar os mais necessitados que lhes estão próximos?[1]



Digitou esse texto Ricardo Rodrigues de Oliveira, enfermeiro cuidador do autor. 




[1] Agencia Ecclesia. 14/05/2016