A Exortação Apostólica Pós-Sinodal, intitulada “A Alegria do Amor”
foi lançada hoje no Vaticano.
Segundo a Agência Ecclesia:
“O Papa Francisco publicou hoje a exortação apostólica com
as conclusões do Sínodo da Família, sublinhando a “complexidade” dos temas
abordados, para os quais são necessárias soluções atentas à realidade de cada
local.
"Na Igreja, é necessária uma unidade de doutrina e
práxis, mas isto não impede que existam maneiras diferentes de interpretar
alguns aspetos da doutrina ou algumas consequências que decorrem dela",
escreve, num documento que tem como título ‘Amoris laetitia’ (A Alegria do
Amor).
O Papa observa que a intenção deste texto não é encerrar o
debate, sublinhando que “nem todas as discussões doutrinais, morais ou
pastorais devem ser resolvidas através de intervenções magisteriais”.
“Além disso, em cada país ou região, é possível buscar
soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais”,
acrescenta.
Os temas da família estiveram no centro de duas assembleias
do Sínodo dos Bispos, em outubro de 2014 e 2015, por decisão de Francisco,
antecedidas por inquéritos enviados às dioceses católicas de todo o mundo.
“A complexidade dos temas tratados mostrou-nos a
necessidade de continuar a aprofundar, com liberdade, algumas questões
doutrinais, morais, espirituais e pastorais”, refere agora o Papa.
Nesse sentido, o pontífice argentino sustenta que as
diferentes comunidades “deverão elaborar propostas mais práticas e eficazes,
que tenham em conta tanto a doutrina da Igreja como as necessidades e desafios
locais”.
A exortação apostólica pós-sinodal, "sobre o amor na
família", recolhe os resultados das duas assembleias de bispos, citando os
seus relatórios, juntamente com documentos e ensinamentos dos Papas precedentes
e as numerosas catequeses sobre a família do próprio Francisco.
À imagem do que fez noutros documentos magisteriais, o Papa
recorre também a contributos de diversas Conferências episcopais de todo o
mundo e a citações de personalidades como Martin Luther King ou Erich Fromm.
O texto está dividido em nove capítulos, num total de 325 pontos.
Sem entrar nas questões dogmáticas definidas pelo
magistério da Igreja, o Papa afirma que é necessário sair da contraposição
entre o desejo de mudar por mudar e a aplicação pura e simples de regras
abstratas.
“Os debates, que têm lugar nos meios de comunicação ou em
publicações - e mesmo entre ministros da Igreja - estendem-se desde o desejo
desenfreado de mudar tudo sem suficiente reflexão ou fundamentação até à
atitude que pretende resolver tudo através da aplicação de normas gerais”,
adverte”.
Citação:
·
Agência Ecclesia, 08
de abril de 2016.
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