Suicídio
é um assunto tabu, quase não se fala neste assunto a não ser quando alguma
celebridade o comete, mas, infelizmente, é uma realidade permanente no nosso
mundo de hoje.
Recentemente,
Alexandra Fleischmann, especialista da OMS (Organização Mundial da Saúde), respondendo a uma entrevista
à BBC de Londres, afirmou: “estatísticas do órgão (OMS), diz que tirar a própria vida já é a segunda principal causa da
morte em todo mundo para pessoas de 15 a 29 anos de idade - ainda que,
estatisticamente, pessoas com mais de 70 anos sejam mais propensas a cometer
suicídio.” (IHU, 24 de setembro de 2015).
Neste
assunto, não só as diferenças de idade contam, mas também pesam as diferenças
de renda, de escolaridade, de saúde mental, de situações etc.
Assim,
por exemplo, uma médica psiquiatra comentava com um taxista, meu amigo, que
Curitiba, pelo seu clima (a capital mais fria do país), pelos seus dias
fechados, cinzentos... É muito propensa ao suicídio, diferentemente de Ribeirão
Preto, segundo a mesma, na maior parte do ano, dias ensolarados, claros,
alegres e, por isso, é uma cidade não propensa ao suicídio.
Antigamente,
levava-se muito em conta o princípio de que ninguém pode tirar a própria vida.
Somente Deus pode fazê-lo.
Hoje,
com a exaltação do princípio da autonomia da pessoa, até o exagero argumenta-se
que sim, ou seja, cada um é dono da sua vida e pode fazer com ela o que quiser.
Antes, também, pensava-se que suicídio é falta de coragem, de motivação para
levar a própria vida ao seu termo natural. Hoje, contrariamente, afirma-se que
o suicídio é um ato supremo de coragem da própria pessoa e assim vão
acontecendo os suicídios.
Prevê-se como horário propício e mais
comum para cometê-lo é o cair da tarde ou início da noite. Lugar mais comum da
casa onde ele acontece é o quarto ou o banheiro. O inverno é outra situação
favorável ao mesmo, diferentemente, do verão. Há fases da vida, igualmente
oportunas para isso: vestibular, diagnóstico recebido com prognóstico fechado,
deficiência surgida ao longo da vida, uso abusivo de álcool, de droga etc.
Por isso a entrevistada propõe que
haja, para combater o suicídio, um encorajamento para as pessoas procurarem
ajuda. Diz também que “grupos envolvidos com a
questão também argumentam que o suicídio deveria se tornar uma questão de saúde
pública. No entanto, apenas 28 países têm estratégias nacionais de prevenção”,
por exemplo, "a Finlândia,
em uma década viu seus índices caírem 30%".
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