Na homilia de sua missa na Capela de Santa Marta, neste dia 14 de
dezembro, o Papa Francisco lembrou-se de uma senhora idosa, portuguesa,
narrando o seguinte*:
“’Deus perdoa tudo’ -
disse-me -, Deus perdoa tudo’. ‘E como é que a senhora sabe disso?’, perguntei.
‘Porque se Deus não perdoasse tudo, o mundo não existiria’”, relatou o
Papa.
“Recordemos dessa lição
que esta idosa de 80 anos – ela era portuguesa – me deu: Deus perdoa tudo, só
espera que nos aproximemos dele”, acrescentou.
O episódio aconteceu no ano de 1992, em Buenos Aires, durante
uma Missa pelos doentes, quando Jorge Mario Bergoglio estava a confessar há
várias horas e se deparou com esta mulher, cujos olhos “viam mais além, esses
olhos repletos de esperança”.
O Papa já se tinha referido a esta
idosa na entrevista que concedeu em setembro à Renascença: “Uma vez conheci uma
senhora portuguesa, com mais de 80 anos, que me deixou boa impressão. Quer
dizer, nunca conheci um português mau”.
Na homilia de hoje, Francisco sublinhou que “todos” são
pecadores e precisam da misericórdia de Deus e de “esperança”.
“A esperança é esta virtude cristã
que nós temos como um grande dom do Senhor e que nos faz ver ao longe, além dos
problemas, das dores, das dificuldades, além os nossos pecados”, explicou.
O Papa sublinhou a importância desta virtude, em particular
no meio das preocupações e momentos difíceis da vida.
“Esta é a profecia que a Igreja nos
oferece hoje: são precisos homens e mulheres de esperança, também no meio dos
problemas. A esperança abre horizontes, a esperança é livre, não é escrava”,
observou.
Aludindo à passagem do
Evangelho lida hoje nas igrejas de todo o mundo, Francisco realçou que os
chefes dos sacerdotes do tempo de Jesus eram “homens fechados nos seus
cálculos”, “escravos da própria rigidez”.
*Fonte: Agência Ecclesia.
14/12/2015;
Digitou este artigo Vinicius Maniezo Garcia enfermeiro e cuidador do autor.
Nenhum comentário:
Postar um comentário